Das muito mais de mil guerras que são contadas na hsitória, ocorridas desde sempre até o presente, todas tiveram seus críticos e seus analistas. De todas elas, nunca se ouviu falar de ter havido somente vitórias e boas colheitas do lado vencedor, sem nada a perder, de imediato ou mediatamente. Com a guerra para alcançar Ossam bin Laden não será diferente.
Em princípio, se a eventual humildade do povo americano tivesse entendido que a sua pátria, representada pelas armas, antes de 11 de setembro, já havia cometido atentados bem piores contra populações civis, mesmo sob o clamor arrazoado pelo horror que de lá despencou, teriam poupado o seu presidente da parte que lhes coube, qual seja a pressão popular ao olho por olho. Tivesse sido assim e teriam aproveitado a dor para colher mudanças, exercendo um aconselhamento sóbrio à uma tomada de modificações, à uma verdadeira revolução no estilo global americano oficial, mudando de comportamento e com forte influência sobre a cultura do americano comum, diminuindo-lhe as rejeições ao Tio Sam, no terceiro mundo.
Esta guerra tem algumas peculiaridades: em princípio, lembremos a declaração inicial do Presidente Bush, na manhã do atentado, que foi por demais belicosa. Contrariamnete, ao tom mais brando adotado no discurso na noite daquele mesmo dia, bem em oposição à imagem de cawboy que atira e depois confere, que dele emanava. Dando, inclusive a impressão que ao correr dos dias reconsideraria o ímpeto inicial de ir à luta. A esse tempo, as pesquisas populares revelavam, entretanto, que o povo desejava um resgate cruento de sua alma ferida, a ponto de ter-se claro que, mesmo o governo tendo conseguido provas pouco convincentes e impublicáveis sobre a participação de Osama bin Laden, o presidente elegeu-o como o alvo principal, sob o protesto inicial apenas dos islâmicos viventes em paises ao redor de seu pressuposto esconderijo.
Outra peculiaridade desta guerra é que ela, dada à quase inofensiva afegã, é travada de forma praticamente unilateral, resultando aos americanos, assim, todo o saldo moral e todo ônus que dela restar.
Entretanto, se o atentado às torres gêmeas surpreendeu e uniu o mundo ocidental e, ad initium, proporcionou a adesão maciça ao redor dos Estados Unidos, com apoios oficiais, hoje, passados alguns dias do começo das hostilidades, incluindo pelo bombardeio de civis, o quadro pode ser visto de forma diferente pelos mesmos governantes aderentes, mas principalmente por seus povos, os quais evocam a paz. Incluindo, há que valorizar-se a forma exata como é visto o Sr. Osama bin Laden: se para o ocidente, em termos não exatamente absolutos, ele possa ser visto como um anticristo, no oriente próximo, médio e extremo, no cerne dos povos de fé islâmica, que equivale a um sexto da população do planeta, o mesmo tem sido evocado como um pró-homem de destaque invejável e quase ímpar.
Pois, é esta população nada pequena que será certamente afetada e envolvida neste transcurso, um sério incômodo ao governo americano, mesmo depois, se sagrar-se um vitorioso. Já que está aparentando ser esta uma guerra contra um homem só, que será de conquistas pobres e de resgate incompleto, já que o terror é apátrida.
Afinal, neste embrólio poderão beneficiar-se os palestinos com o apoio recebido de Bush para a criação do Estado Palestino, o qual, se foi dado agora, pergunta-se: Porque não veio antes? É possível que o horror do dia 11 de setembro em Nova York tivesse sido evitado.
terça-feira, 22 de abril de 2008
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